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July 11, 2012

Redes de fast-food Carl’s Jr. e Hardee’s determinam prazo para eliminar o confinamento de porcas

Nova política contra as celas de gestação é louvada pela Humane Society of the United States

Humane Society International

A CKE Restaurants, proprietária das redes de restaurantes Carl’s Jr. e Hardee’s, anunciou, no dia 6 de julho, que vai trabalhar para assegurar que seu fornecimento de carne suína venha de produtores que utilizem métodos de alojamento em grupo para as porcas reprodutoras. As duas redes juntas possuem mais de 3 mil unidades ao redor do mundo, com planos de abrir 100 restaurantes no Brasil dentro de sete anos.

“A CKE Restaurants, Inc. apoia o tratamento humanitário aos animais, solicitando que seus fornecedores de carne suína desenvolvam alternativas práticas e sustentáveis em lugar das celas de gestação e modelos de transição para ambientes de alojamento em grupo para as porcas’, afirma a CKE em uma carta enviada ao The Humane Society of the United States escritório afiliado da HSI nos Estados Unidos. “A CKE vai se empenhar para mudar completamente a sua cadeia de fornecimento de carne suína e trabalhar apenas com produtores que criem os animais em sistemas de alojamento em grupo até 2022”.

A CKE começou a eliminar as celas de gestação há cinco anos. Este último anúncio traz os atuais progressos da empresa nesta importante questão de bem-estar animal.

“A CKE foi uma das primeiras grandes redes de restaurantes que começou a se movimentar em direção a um fornecimento de carne suína livre das celas de gestação e nós aplaudimos o restaurante por continuar trabalhando para atingir seu objetivo”, afirma Guilherme Carvalho, Gerente de Campanhas da HSI no Brasil. “A HSI têm trabalhado há muito tempo para acabar com o uso de celas de gestação e o anúncio da CKE é um passo promissor para todos os animais – que merecem respeito, incluindo os animais criados para consumo no Brasil”.

FATOS:

• Desde fevereiro, outros líderes do mercado alimentar nos Estados Unidos, incluindo Safeway e Denny’s, anunciaram planos para um fornecimento de carne suína que não utilize celas de gestação, enquanto a rede Wendy’s eliminará de sua cadeia dos EUA e Canada. McDonald’s e Burger King adotaram as mesmas medidas para seu fornecimento nos EUA.

• A Compass Group (representada pela GRSA no Brasil), maior empresa de food service do mundo, divulgou sua nova política de compra - sem o uso das celas de gestação em sua cadeia de fornecimento nos EUA até 2017.

• Grandes suinocultores como a Smithfield Foods e Hormel se comprometeram a parar de utilizar as celas de gestação nas propriedades da empresa nos EUA até 2017. Metade das instalações da Cargill já não utilizam o sistema de confinamento intensivo de celas de gestação para porcas reprodutoras.

• Nove estados dos EUA, Nova Zelandia e o estado australiano da Tasmânia possuem leis proibindo o confinamento de porcas reprodutoras. Esta prática também será proibida em toda União Europeia a partir de 2013, com exceção das quatro primeiras semanas de gravidez.

• A renomada cientista em bem-estar animal e assessora da indústria suína dos EUA, Temple Grandin, Ph.D., é clara neste ponto: “confinar um animal por quase toda sua vida em uma cela na qual ele não pode sequer se virar não o proporciona uma vida decente”. Grandin ainda afirma que “precisamos tratar os animais apropriadamente e as celas de gestação devem desaparecer”.

-30-

Imprensa: Luiza Damigo, ldamigo@hsi.org, 11 8504.4145 / 61 8175.2235

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